Depoimentos

Espaço destinado aos depoimentos dos integrantes e ex-integrantes do grupo.

Queridos integrantes e ex-integrantes do Grupo Nós do Teatro que ainda não escreveram seus depoimentos, este blog espera receber o de vocês. Cada um de vocês é parte essencial nessa linda história, vamos ajudar a mantê-la viva.

Erwin Wagner

Minha experiência com o Nós do Teatro foi muito rica. Quando Katia me pediu pra eu escrever um depoimento sobre a influência do grupo na minha carreira hoje eu fiquei lembrando do quase 1 ano que passei com o grupo. Foi um aprendizado de muitas formas. Ali eu redescobri o prazer em trabalhar com esquetes, ja que durante um tempo tinha esquecido o teatro um pouco e tinha ido para a musica. Eu entrei de repente no meio do desenvolvimento de dois projetos e sai da mesma forma por causa da minha vinda pra Europa. Com o desenvolvimento do Cefetescendo, Verissíssimo e (me desculpa mas eu nao lembro o nome do projeto em que eu fiz o Tom de A margem da vida do Tenessee Williams… o Alzheimer ja tomou conta da pessoa 🙂 ) conheci gente super talentosa, apaixonada por aquilo que fazia e aquilo me contagiava de tal forma que a atuacao deixou de ser um „ponto a mais“ da musica e passou a ser de novo uma necessidade, o que me levou a escolher o caminho que hoje eu sigo que é o do Teatro musical. Conheci pessoas ali dentro que representaram muito pra minha vida, que sao parte do meu desenvolvimento e que nunca esquecerei. Outra coisa que aprendi nao so no grupo como também no Coral foi como montar projetos sem muito apoio, experimentar e acima de tudo acreditar que apesar de qualquer deficiência ou impedimento, com muito trabalho, coragem e um pouco de cara de pau é possivel fazer coisas lindas.
Eu guardo as lembrancas do tempo que passei com o Nós do Teatro com muito carinho. Lembro das filmagens, de uma apresentacao quase que assustadora em uma escola municipal, do festival no Rio, do meu primeiro amor que cresceu dentro do grupo, das minhas cenas com Liana, quando eu descobri que eu nao era horrivel fazendo comédia e com Ingrid que despertou a minha paixao pelo texto de Tenessee Williams. Tudo isso faz parte das raizes do que conquistei e do caminho que eu sigo. Agradeco a todos do grupo. À Katia por ter me recebido de bracos abertos quando os ensaios ja haviam comecado e à todos com quem trabalhei.

Clovis Junior (2006 a 2010)

Confesso q minha primeira opção pra disciplina de artes na época, era cerâmica, coloquei teatro como segunda opção, mal sabia eu q a então “pakera” viria a se tornar uma esposa dedicada com quem convivi nesses deliciosos 4 anos e meio de casamento, num primeiro momento, o Teatro serviu pra mim como porta de entrada para um mundo mágico onde não existia limite para sonhar (isso na oficina de artes em 2004) depois em 2006, (qdo entrei pro grupo) percebi q também é possível não existir limite pra viver, e assim fui caminhando, pequenos papeis aqui, pontas acolá, até chegar no meu ápice no ano passado, onde nem eu mesmo acreditava q seria capaz…mas consegui…me realizar, e esse foi mais um fator pra eu acreditar que na vida tudo é possível, basta querer acreditar, lutar e perseverar.
No Teatro, além de adquirir auto confiança e de um certo modo perder a timidez, consegui acima de tudo amadurecer, e por incrível que pareça, todo inicio de ano Kátia sempre perguntava o que nós queríamos conseguir com o teatro no presente ano, e eu sempre respondia “amadurecer”, rsrsrs hj posso dizer que a tarefa fora concluída…ou não!

!!!!MERDA!!!!

Luana Amorim (saiu em 2002)

Um Nó… (perdido mas um Nó!!!)

Me tornei um Nó em 2001. Me tornei um Nó por acaso, no começo, era só mais uma disciplina escolar obrigatória. Me apaixonei. Me apaixonei pela sala, pelas paredes, pelos objetos, pelas pessoas que ali descobriam junto comigo, me apaixonei pelas descobertas mas principalmente pelo palco… Ah! O palco! Me vi louca, quando percebi que ali eu poderia ser o que eu quisesse! Me vi numa insanidade viciada e gostosa, que num determinado momento, juro, pensei em seguir com aquilo para minha vida…

No Nós do Teatro, fiz amigos, fiz irmãos pra vida inteira e tenho certeza que ganhei naquela época uma mãe, que por muitas vezes foi enérgica e exigente e outras tantas foi graciosa, meiga e amiga, “tia Kátia”. Obrigada por me fazer ver a vida com outros olhos, visão esta que marca minha personalidade até hoje…

Luísa Leão (2003 a 2007)

Quando entrei pro CEFET mudei de mundo. Vim de uma escola bem pequena, onde estudei por sete anos e fiz grandes amigos, só que tudo ficou pra trás. Minha turma de 8ª série tinha 7 alunos e minha turma de 1º ano tinha 40!

Me “perdi” entre esses 40 alunos e todos os outros que estudavam aqui.

O entrosamento é muito difícil pra qualquer um, mas pra mim foi mil vezes pior. Ou seja, fiquei totalmente sozinha!

No dia de escolher o que fazer em artes, não sei porque eu escolhi o teatro; eu não sabia, mas naquele momento minha vida estava pra mudar, e pra melhor, é claro.

O tempo foi passando eu comecei a gostar do teatro quando peguei a primeira peça pra fazer! No país dos Prequetés! Não tinha coragem de subir no palco o que quer que fosse. Kátia me apoiou e me acolheu. Também tive uma ajuda, talvez sem real intenção de ajudar, de Jhenifer. Me tornei uma grande fã.

O que eu aprendi com o teatro? Aprendi muitas coisas, mas principalmente a ter mais responsabilidade, a dar valor às coisas simples, a gostar mais de teatro e o prazer de representar.

Jéssica de Jesus Silva (2003 até hoje)

Eu não estou no Nós do Teatro pra atuar como todo mundo. Eu to aqui pra outra coisa. Eu to aqui pra arrumar, pra passar, pra comprar lanche pro pessoal, pra ajudar a vestir, maquiar. Eu to aqui pra dar palpite, pra falar (as vezes, porque eu não de falar muito não) pra dar apoio moral pra esses atores e atrizes que hoje são meus grandes amigos. Enfim eu to aqui pra um monte de coisa, menos pra atuar. Afinal de contas cada um com seu talento né!!!

Talvez eu seja só um ser que passou por aqui e não acrescentou nada, mas o Nós do Teatro mudou minha vida para sempre. Todo dia eu aprendo mais e mais com esse pessoal maravilhoso. Saibam que todo dia fazem minha vida um pouco mais feliz. Sem vocês eu nem sei o que seria de mim hoje.

E hoje em dia quando me perguntam o que eu faço no teatro, eu respondo toda boba: SOU CONTRA-REGRA, E COM MUITO ORGULHO!!!!

Sicilia Pasini (saiu em 2005)

O teatro me auxiliou muito com a timidez e com a auto-confiança. Passei a me sentir mais segura, mais comunicativa. O que me trouxe um dos maiores tesouros de minha vida: os meus amigos. O teatro me proporcionou conhecer muitas pessoas, e conhecê-las de verdade. E me ensinou a respeitá-las como elas são. Aprendi a ouvir antes de falar. E aprendi a falar também, ô se aprendi…

Talvez uma das coisas mais contraditórias que eu aprendi com o teatro foi a ser o que eu sou. Contraditória porque é justo no teatro que exercemos o que não somos. Acredito que por poder vivenciar tantas vidas diferentes, acabamos nos conhecendo cada vez mais e sendo exatamente o que somos.

Não é impressão não, o teatro realmente é maravilhoso assim. Transforma você e te ensina a conviver com as mudanças. Faz-te prisioneiro de seus encantos e quando estamos longe dele nos faz sentir aquela saudadezinha gostosa, nos transporta a tantas histórias, às risadas, aos erros… Pisar no palco com os pés descalços e abrir os braços nos afasta de qualquer preocupação, nos cura de qualquer dia ruim.

Hoje (2005) eu sou uma garota prestes a completar 23 anos e a me formar em duas faculdades. O estudo acadêmico consome muito o meu tempo, o que me afastou do teatro. Não que eu não faça parte mais, eu sempre farei. Como já disse, sou uma infectada e nunca terei a cura. Mas sinto falta das aulas, de pisar no palco, de estudar um personagem, de ser alguém que não sou, sinto falta até do cheiro da cortina. Mas quem sabe um dia qualquer eu retorne, assim sem muita pretensão, e faça uma aulinha aqui, outra ali, por mera distração?

Bruno Sá (2004 até hoje)

(…) antes do teatro eu não observava alguns detalhes das coisas (não que agora eu seja “o maior observador do mundo”, mas agora eu observo mais que antes). Outra coisa que mudou foi a capacidade de fazer amigos, hoje eu ainda sou tímido, mas muito menos que antes. E tenho certeza de que foi o teatro que me ajudou nisso.

Quando subi ao palco pela primeira vez, eu senti calor e frio, coragem e medo, tremi inteiro… Mas, foi uma maravilha! Depois teve a máquina de meninos, que foi muito legal fazer, de máquinas de lavar até sebo! Apresentamos Cefete/s/cendo também em outubro, que foi tão bom quanto o primeiro, senão melhor!

Enfim, aprendi coisas muito valiosas no teatro e sei que ainda tenho muito que aprender. Não quero pensar em ter que deixar o grupo (afinal, acabei de entrar), mas sei que um dia pode acontecer, aí vai ser a hora de usar tudo que eu tiver aprendido com esse pessoal super divertido, com Ralse (um grande amigo) e com Kátia, que é uma mãezona para todos nós.

Paulo Vitor (Biscoito) (2004/2005)

Me sinto bem demais, no trabalho em grupo, a felicidade compartilhada, transborda-me o coração, os aplausos que afagam-me das duras palavras de minha mãe dedicava-me antes.

E hoje ela aceita, sou feliz, encontrei pessoas e grupos que me ajudaram, Victor foi um maravilhoso amigo acima de tudo. E hoje Kátia tem me dirigido, não sei ela pra mim tem sido tão diferente do que pensava, a mãe que me ajuda a olhar as responsabilidades com alegria, me ensinado a viver hoje no Nós do Teatro.

Assis Rangel Leandro (2004/2005)

Trajetória

Primeiro veio a inscrição

depois o estudo, a prova

o resultado, a alegria

o primeiro dia de aula,

o medo, o diferente, a adaptação.

Depois veio a matéria de arte.

Junto com a indecisão

Dança, violão teclado,

teatro… sim teatro,

logo chegou sábado

Junto com Ralse,

e Ralse, aprendizado,

amizade, companheirismo.

Super ajuda.

Aí vem o entendimento:

Não quero, não posso, não faço,

Não e não, só da porta pra fora

para dentro:

energia, vontade, disciplina, respeito.

Depois logo vieram as conversas antes da aula

Boas, esclarecedoras, confortantes.

Aí vem Carlos Alberto,

Lívia, Daniel, Katiane e Lucinha.

Depois vem o convite e o desentendimento,

Junto veio Kátia

Com minha euforia e alegria,

logo apareceu amigos e união e

quando fui ver era “Nós”

Nós do Teatro.

Éster Motta do Nascimento (2005 a2006)

Se eu não tivesse saído do Liceu, e me aventurado a ir pra o CEFET cursar a 2ª série do médio, não conheceria a paixão, esta que me move nas profundezas da expressão.

Na sala de aula do 2ª ano do Ensino Médio também não faltava incentivo por parte da minha amiga Regiane que pertencia ao Nós, principalmente de sua personagem favorita “Antígona”.

Sem o Nós do Teatro não poderia viver outras vidas em cima do meu palco, que além de ser o personagem, é o teatro que vem do fundo da alma. Ver com outros olhos, os olhos de alguém.

Jhenifer Amaruzza (2003 a2007)

O ator, como qualquer outro artista, nunca está pronto. Você pode ser um jovem ator mais experiente, não importa; ambos tem muito o que buscar, o que aprender. É o que tenho feito desde que peguei carona nesse barco chamado Nós do Teatro, que tem me levado por mares desconhecidos onde tenho vivido aventuras fantásticas. Me uni a uma grande tripulação que se mantém firme durante as tempestades e comemora nas calmarias. Em cada porto há tristes despedidas, mas há sempre novos encontros; e a tripulação vai sempre se renovando sob comando de um grande capitão, um bravo capitão, em todos os sentidos da palavra bravo. Sei que um dia terei que desembarcar em algum porto e que essa partida vai ser dolorosa; mas vão ficar pra sempre na minha memória as lembranças dessa viagem, dos tripulantes, dos encontros, das despedidas, das tempestades, das calmarias, do meu grande capitão, mas principalmente, das experiências, do aprendizado que iniciaram a construção de um grande marinheiro, que um dia terá que navegar sozinho pelos mares da vida.

Fabiano Oliveira (2003 a2005)

Não lutaria tanto, não cresceria tanto, não teria vivido tanto.

No Nós do Teatro eu vi um CEFET ferver, chorar e gritar não pra uma greve que durou três meses. E nesses meses eu convivi com um dos melhores personagens que já fiz na vida, o delegado ou gado dele pra quem conhece melhor.

Ri, chorei, vibrei, passei até pelo 11 de setembro. Ah! Aqui também fiz algo muito importante amei. Conheci pessoas maravilhosas que estejam onde estiver vão ter seus nomes aqui, gravados nesse lugar que chamam de coração.

3 responses to “Depoimentos

  1. vanessa Paula

    adorei os depoimentos e acredito que o teatro realmente, causa isso tudo.
    mas confesso que sou suspeita pra falar de teatro porque também sou apaixonada por essa arte.

  2. Diego vattos

    galera sou de belém adicionei vcs no face aguardo resposta sou ator e musico do espetáculo travessa da espera que se apresentou no forum mundial de educação e tecnologia!!! sou professor de teatro tambem!! me add ai pra gente manter contato obrigado!!

    • Olá Diego! Não identificamos seu perfil no facebook. Você poderia nos adicionar novamente? Será um prazer manter contato! Você tem interesse em participar do FESQUIF? Você pode trazer seu grupo ou companhia ou pode ministrar alguma oficina!

      facebook.com/nosdoteatro
      twitter.com/NosDoTeatro
      nosdoteatro.wordpress.com/fesquiff

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